Cibersegurança nas empresas deve ser prioridade, diz especialista
A cibersegurança nas empresas é um tema cada vez mais presente na gestão dos negócios. CEO da OSTEC, Cassio Brodback destaca ações simples e de baixo custo que podem ser adotadas.
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A cibersegurança nas empresas é um tema cada vez mais presente na gestão dos negócios, o que tem sido motivado pelo aumento no volume de ciberataques, especialmente após o início da pandemia. Apenas no primeiro semestre de 2021, foram 9 milhões de ataques virtuais no Brasil, número superior a todos os registros de 2020 no país, segundo dados da consultoria Roland Berger.
Nesse cenário, micro e pequenos negócios ficam bastante vulneráveis, levando em consideração que 76% dos ataques cibernéticos em todo o planeta ocorrem em empresas com menos de 100 funcionários, segundo o Relatório de Ameaças à Segurança na Internet. Além disso, um ciberataque pode custar mais de US$ 25 mil para a empresa – ou seja, mais de R$ 130 mil –, levando até 60% dos pequenos negócios à falência. Mas por que empresas menores estão sendo tão atingidas?
Confira a resposta nesta entrevista com Cassio Brodback, CEO da OSTEC, uma empresa de Tubarão (SC) associada à vertical de security da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), que desenvolve soluções em segurança digital.
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A cibersegurança nas empresas é um tema cada vez mais presente na gestão dos negócios, o que tem sido motivado pelo aumento no volume de ciberataques, especialmente após o início da pandemia. Apenas no primeiro semestre de 2021, foram 9 milhões de ataques virtuais no Brasil, número superior a todos os registros de 2020 no país, segundo dados da consultoria Roland Berger.
Nesse cenário, micro e pequenos negócios ficam bastante vulneráveis, levando em consideração que 76% dos ataques cibernéticos em todo o planeta ocorrem em empresas com menos de 100 funcionários, segundo o Relatório de Ameaças à Segurança na Internet. Além disso, um ciberataque pode custar mais de US$ 25 mil para a empresa – ou seja, mais de R$ 130 mil –, levando até 60% dos pequenos negócios à falência. Mas por que empresas menores estão sendo tão atingidas?
O motivo é simples e, no jargão popular, fácil de entender: “a ocasião faz o ladrão”. Quem explica melhor é Cassio Brodback, CEO da OSTEC, uma empresa de Tubarão (SC) associada à vertical de security da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), que desenvolve soluções em segurança digital.
Falta de cibersegurança nas empresas e suas consequências
Em sua participação no podcast Fala, Especialista!, Cassio lembra que a maioria dos ciberataques a pequenas empresas são oportunistas – ou seja, esses negócios não são diretamente o foco da ação criminosa. “Mas, como essa empresa apresenta algum tipo de vulnerabilidade, ela acaba sendo atacada. Isso ocorre porque os cibercriminosos ficam o tempo todo varrendo a internet em busca de novos alvos e, uma vez que encontram uma vulnerabilidade, eles acabam tentando efetuar o ataque, de forma totalmente automatizada e não direcionada”, explica.
Desse modo, mesmo empresas que poderiam não ser tão atrativas aos cibercriminosos, por movimentarem menos recursos, acabam sofrendo ataques virtuais e suas consequências, que, na maioria das vezes, envolve a subtração de valores financeiros. “O que também é muito comum nos últimos anos e que se acentuou com a pandemia, principalmente, é a exigência de resgates nos casos de sequestros de dados”, complementa Cassio.
A empresa que passa por um ciberataque corre, ainda, o risco de ter sua imagem afetada negativamente perante os consumidores, além de poder perder dados importantes, visto que a falta de backup, ou seja, a ausência de uma cópia de segurança de arquivos roubados ou danificados em um ataque virtual, é muito comum.
Principais medidas de cibersegurança em pequenos negócios
Muitos empresários e gestores acreditam que as medidas de segurança envolvem iniciativas complexas e altos investimentos. Entretanto, grande parte das empresas poderia adotar medidas simples e básicas para proteger seus sistemas e dados. “Dá para fazer muito em termos de proteção com poucos recursos, principalmente quando falamos de pequenas empresas”, destaca o convidado do podcast Fala, Especialista!
De acordo com Cassio, criar senhas fortes e diferentes para cada dispositivo ou aplicação, trocá-las periodicamente e manter softwares e sistemas operacionais atualizados estão entre as ações gratuitas ou de baixo custo que podem ser implementadas. Além disso, ele reforça que ataques do tipo fishing – quando mensagens de e-mail, SMS e WhatsApp, por exemplo, trazem mensagens e links maliciosos – também são responsáveis por grande parte das vulnerabilidades virtuais em pequenos negócios.
Ouvindo o podcast, você confere outras dicas básicas de segurança cibernética que podem ser implementadas, como treinamentos, política de acesso a dados dentro das empresas e o uso de bons antivírus e anti-malware. Dê o play e aproveite para levar boas práticas de segurança digital ao seu negócio!
Erros mais comuns na cibersegurança de pequenas empresas
Para o CEO da OSTEC, os erros na segurança digital são diversos, mas existem dois que se destacam na realidade de empresas de pequeno porte. O primeiro é acreditar que há uma única solução para todos os problemas de cibersegurança e direcionar todos os esforços para a compra de um único produto. “Existem diversas camadas distintas até a segurança da informação ou do dado e, para cada uma dessas camadas, existe um universo gigante de soluções altamente especializadas”, alerta Cassio.
O segundo erro é considerar a segurança digital um processo caro e optar por versões gratuitas ou softwares ilegais ou piratas, o que deixa as empresas ainda mais expostas aos ataques cibernéticos. O especialista lembra que, hoje, as soluções antivírus e anti-malware, por exemplo, são muito mais acessíveis do que no passado para micro e pequenas empresas, especialmente levando em consideração seus benefícios e as perdas que podem ser evitadas.
Segurança digital no home office e LGPD: conteúdo exclusivo do podcast
No podcast Fala, Especialista!, o CEO da OSTEC comenta também sobre o impacto da segurança digital depois da ampla adesão ao home office e ao trabalho híbrido, motivada pela pandemia da Covid-19. Ele fala, ainda, a respeito da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em relação ao cenário atual da cibersegurança.
Seu negócio pode ficar mais protegido na internet e com o uso de softwares. Ouça o podcast e saiba como!
Fontes de apoio: Ataques cibernéticos custam a pequenas empresas US$ 25 mil por ano. OSTEC. 2021. Dicas de cibersegurança para pequenas empresas: entendendo as noções básicas. Kaspersky. Acesso em 24 de nov. de 2021. Fernanda Guimarães. Brasil já é o 5º maior alvo global de ataques de hackers a empresas. UOL. 2021. Guia de Segurança Cibernéticas para Pequenas Empresas Parte 1. Observatório Sistema Fiep. 2021. Matt Ahlgren. Mais de 40 estatísticas e fatos sobre segurança cibernética para 2021. Website Rating, 2021. Proteção de dados é vital para pequenas empresas. Kaspersky. Acesso em 24 de nov. de 2021.